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OURO PRETO – ALGUMAS HISTÓRIAS

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Altar lateral da Basílica de N. S. do Pilar, em Ouro Preto.

O município mineiro de Ouro Preto foi fundado em 1711 por bandeirantes e localiza-se numa área de destaque do ciclo do ouro. Por meio de registros históricos, sabe-se que 800 toneladas de ouro foram extraídas dali e destinadas à Portugal, na época. Mas o fato é que esse número pode ser infinitamente maior, se considerarmos o volume de ouro que circulava de forma ilegal.

Por causa da corrida pelo metal precioso, Ouro Preto foi a cidade mais populosa da América Latina, contabilizando 80 mil habitantes em meados do século XVIII – São Paulo, por exemplo, não chegava a 8 mil.

Bandeirantes de origem portuguesa e brasileira desde o século XVI começaram a desbravar o interior de Minas Gerais buscando ouro e pedras preciosas, além de escravos indígenas, causando grande espoliação na região ao longo do processo. No final do século XVII que finalmente o ouro seria descoberto.

Mineração e origem do nome Ouro Preto

A Coroa Portuguesa concedia aos bandeirantes descobridores de uma mina uma grande parte da arrecadação do ouro daquela jazida, por isso o empenho de se minerar e desbravar ainda mais o interior do Brasil era intenso. E a sede pelo ouro parecia enlouquecer as pessoas: florestas, montanhas, cursos de rios, era tudo desviado e revolvido para encontrar o metal precioso.

Mas porque o arraial ficou conhecido como “Ouro Preto”? Na época, o ouro encontrado no local era mais escuro que o normal, causado pela presença de paládio.

Igrejas

Atualmente, Ouro Preto é Patrimônio Mundial da UNESCO, título consagrado em 1980, contando com diversas igrejas em estilo barroco, ricamente decoradas. As obras de Aleijadinho e Mestre Ataíde foram valorizadas, de fato, apenas a partir da década de 1920, como uma das primeiras manifestações da cultura genuinamente brasileira.

A importância artística dessas igrejas é sem precedentes, ao visitar Ouro Preto, não se esqueça:

Igreja de São Francisco de Assis

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Detalhe do altar-mor da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.

Um dos monumentos mais importantes da arte colonial brasileira é um dos referenciais da obra de Aleijadinho, responsável pelo projeto da fachada e decoração em relevos com acabamento em ouro. Mestre Ataíde é quem ficou por conta da pintura de painéis por dourar o altar-mor.

Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar

fa340b43dd87a798d6134469c4ac47ffSua nave foi construída antes da capela-mor, por volta de 1731, tendo sido decorada entre 1735 e 1737. Já a decoração da capela demorou mais de 20 anos para ser concluída.

Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição

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Seu altar mor é composto por um nicho com a imagem da Nossa Senhora da Conceição e por vários anjos que sustentam um brasão. Seu estilo caracteriza a transição do Barroco Joanino para o Rococó, e sua estrutura sofreu diversas modificações em mais de um século, de 1705 até 1881. É nessa igreja que estão enterrados Aleijadinho e seu pai, o mestre de obras Manuel Francisco Lisboa.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

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É reconhecida como um importante exemplar do rococó brasileiro. Na sua decoração estão presentes muitos detalhes em ouro e o frontispício é atribuído, também a Aleijadinho, com o auxílio de outros artesãos.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos

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Especialistas afirmam que essa é a expressão máxima do barroco mineiro. Seus altares transitam entre o estilo rococó e maneirista, também com grande presença de imagens sacras adornadas com detalhes em ouro.

E você, já visitou Ouro Preto e suas riquezas? Qual sua igreja preferida? 😉

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