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OVOS FABERGÉ: JOIAS DE COLECIONADORES

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A história dos Ovos Fabergé começa mais ou menos assim: em ocasião do 20º aniversário de seu casamento, o Czar Alexandre II da Rússia decidiu dar um presente especial à sua esposa, em 1885, época da Páscoa. Para tanto, encomendou ao joalheiro Peter Carl Fabergé uma peça que relembrasse a infância da imperatriz Maria Feodorovna, e uma joia em forma de ovo seria a escolha perfeita. Ao joalheiro, especialmente convidado pela coroa para desenvolver a peça, foi dada a graça da completa liberdade de criação dessa que seria a primeira de uma série de ovos imperiais, que entrariam para a história.

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Ovo Galinha, de 1885, é o primeiro da série dos míticos Ovos Fabergé.

Pensado para ser uma peça única, uma verdadeira obra de arte, o ovo dado de presente à Maria foi tão apreciado que Alexandre encomendou uma outra peça para o próximo ano. O inventor do ovo-joia não poderia ter ficado mais satisfeito, já que oficialmente produziria, entre 1885 e 1917, através da sua joalheira em São Petersburgo, a Casa Fabergé, todos os ovos que presenteariam na páscoa as esposas e mães da família real Russa.

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Diamond Trellis, de 1892.

Na sequência, diversas peças foram portanto criadas, obedecendo sempre à fantasia do mestre joalheiro. E mesmo depois da morte de Alexander III, Nicolau II, seu sucessor e filho, continuou a tradição dos presentes. De acordo com registros, 50 ovos imperiais foram criados: 20 presentes dados por Alexander e 30 por Nicolau, mas apenas 42 deles sobreviveram.

Sobre as joias

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Memory of Azov, de 1891.

Todos os anos uma nova criação de Peter Carl Fabergé era anunciada, exceto nos anos de 1904 e 1905, durante a guerra entre Rússia e Japão. As peças eram ornadas de modo meticuloso e extraordinário, revelando no seu interior uma surpresa. O primeiro deles, por exemplo, era como uma matrioska – boneca russa. Quando aberto, era possível encontrar uma gema de ouro. Dentro da gema, uma galinha de ouro. Dentro da galinha, uma coroa de diamantes. Dentro da coroa, um pingente de rubi.

Mas todos os modelos subsequentes revelavam uma maravilha, portanto, são atualmente muito disputado por colecionadores.

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Terceiro Ovo Imperial, de 1887, reencontrado em 2014. Foi avaliado em 20 milhões de dólares.

Uma história inacreditável sobre um dos ovos perdidos, o terceiro fabricado, em 1887, é contada. Nos Estados Unidos, em 2014, foi encontrado num “mercado de pulgas” e comprado por um antiquário. Avaliado em 20 milhões de dólares, a peça foi rapidamente arrematada por um dos aficionados pela história dos ovos Fabergé.

Materiais dos Ovos Fabergé

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De 1901, o Ovo Gatchina Palace.

Além do ouro, metais como prata, cobre, níquel, paládio e platina eram usados como base para os Ovos Fabergé. A mistura e combinação produziam cores diversas. Além disso, a técnica aplique-à-jour – já falamos a respeito no post sobre joias art nouveau – tipo de esmaltado, era muito utilizada. As pedras preciosas preferidas eram o rubi, quartzo, diamante, jade e ágata.

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